segunda-feira, 6 de maio de 2013

Via XVIII romana (Geira) classificado como Monumento de Interesse Público

Decreto n.º 5/2013 de 6 de maio
Dez anos após da homologação de Monumento Nacional, foi ratificado ontem, em Diário da República, a classificação final, com o grau máximo das classificações - Monumento de Interesse Público. De acordo com este diploma legal, a primitiva classificação em 1910 dos 35 marcos miliários (série Capela) da via como monumento nacional, enquadra-os numa área de classificação mais abrangente. 
A ampliação determinada pelo 
Decreto n.º 5/2013 de 6 de maio,
 passa a abranger 
a totalidade da via e todas as estruturas arqueológicas a elas associadas, como as ruínas das  pontes sobre a ribeira do Forno e a ribeira da Macieira, bem como os arranques da ponte de São Miguel, esta  sobre o rio Homem, mutatio (milha XXX) e diversas pedreiras, juntamente com as ruínas arqueológicas do  Adro de São João, no concelho de Terras do Bouro.


Proposta de João Gomes
do traçado da Geira no concelho
de Braga

A Via Nova, também referida como Geira e Via XVIII do Itinerário de Antonino, é uma estrada romana que ligava duas importantes cidades do noroeste da península Ibérica: "Bracara Augusta", atual cidade de Braga, em Portugal e "Asturica Augusta", atual Astorga, em Espanha, num percurso de CCXV milhas (aproximadamente 318 quilómetros).
Relativamente ao traçado da via no concelho de Braga, de acordo com João Gomes, "a via parecia ter origem no Largo S. João do Souto onde estaria o marco da milha 0 e atingia o Cávado na zona da Praia Fluvial de Adaúfe junto às actuais azenhas". Durante este percurso, o investigador descobriu uma serie de elementos arqueológicos associados à via (vestígios de marcos miliários, calçadas e outros objectos) na Quinta de Cabanas (Dume), na Quinta da Fonte (Palmeira), na Quinta dos Bonitos (Adaúfe), na Rua das Maias (Adaúfe), no Lugar de Santa Marinha (Adaúfe) e junto às azenhas no Cávado.






Privatização de antiga estrada em Merelim S. Paio

O Jornal Diário do Minho dá conta hoje de mais um episódio de "privatização" da via publica. Não é algo que a Katavus já não tenha denunciado. Veja-se os casos da Rua dos Moleiros em Palmeira onde permanece um portão que veda, sem apelo nem agravo, a referida rua ao acesso público. Ou mesmo a rua de Santo António de Pitancinhos, que permaneceu obstruída até ao apelo da Katavus junto das autoridades competentes.
Desta vez, o caso passa-se em Merelim S. Paio. A antiga estrada principal foi obstruída por uma construção de serventia a uma habitação local. A ilegalidade verifica-se a poucos metros do rio Cávado, próximo da Ponte de Prado.


Fica aqui a denuncia pública, realizada através do Diário do Minho, e que parece ser situação recorrente no nosso Concelho.