sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Visita à praia fluvial de Adaúfe

Azenha
A direção da Katavus realizou uma visita à Praia Fluvial de Adaúfe. A época balnear nesta praia iniciou no dia 15 de Junho, contando com a vigilância de dois nadadores salvadores devidamente certificados.A vigilância foi alargada, tendo o seu início às 10 horas e o encerramento às 19 horas, todos os dias da semana. Além dos nadadores salvadores, um vigilante e uma mulher de limpeza. A praia fluvial de Adaúfe é a única do Concelho de Braga que recebeu a certificação da Administração da Região Hidrográfica do Norte, I.P. (ARH) Norte.
Sistema hidráulico de abastecimento de àgua
A Junta de Freguesia, procedeu a alguns melhoramentos nomeadamente nos trilhos pedonais, onde colocou areia, para uma melhor circulação dos utentes, colocação de um novo Cartaz aonde estão citadas todas as proibições na praia fluvial, novas placas informativas e ainda à rectificação da prancha de saltos.

Panorâmica da entrada no recinto

A pesqueira

Sessão de encerramento das jornadas com homenagem ao padre Manuel Magalhães dos Santos

Em destaque, o Padre Magalhães dos Santo
Nesta sessão de encerramento houve lugar para uma singela homenagem a Manuel Magalhães dos Santos, pároco jubilado residente na Póvoa do Lanhoso, natural do lugar da Póvoa, em Palmeira, autor de diversos trabalhos histórico e etnográficos sobre esta freguesia (e não só). Na parte final, realizou-se o ‘Ensemble de Guitarras’ (septeto), constituído com alunos de duas gerações de idades, do professor Mário Adélio, de entre os quais faz parte um elemento da direção da KATAVUS.

Momento musical





Pormenor da assistência

Terceira Sessão das Jornadas comemorativas do Centenário da Monografia de Agostinho Correia Pereira

Agradecimento efectuado por Manuel Duarte aos
comunicadores
 A 3.ª sessão foi agendado para o dia 11 de Maio (sexta feira), às 21h30 e contou com a participação de Alberto Nídio Silva, que falou sobre as ‘Memórias do tempo lúdico’, de Manuel Carlos Silva, que abordou o tema ‘Entre velhos e novos modos de vida numa aldeia minhota: a luta pela segurança" e de Henrique Barreto Nunes que revelou como eram ‘As bibliotecas populares na 1.ª República".
Intervenção de Alberto Nídio Silva
Comunicação do Dr. Barreto Nunes
Aspeto da audiência

Segunda Sessão das Comemorações da Monografia de Agostinho Correia Pereira - Peça de teatro "Palmeira 1909" da autoria de Miguel Marado

Cartaz da peça
A katavus lançou o repto a Miguel Marado e este aceitou. Consistia em inspirar-se na leitura da monografia de Agostinho Correia Pereira e escrever um texto teatral alusivo. Foi assim que nasceu a peça "Palmeira 1909". De acordo com Miguel Marado, “Palmeira, 1909” é um texto que relata o desaparecimento de Rui, um jovem de Palmeira com uma visão progressista, envolvido na luta pela implantação Republicana. A sua mãe, Teresa, está desesperada por encontrá-lo, mas esbarra as suas intenções no casmurro Agostinho, pai de Rui. Este, confiante de que as suas ideias de desenvolvimento se enquadram nos valores monárquicos e que os problemas de Palmeira não se devem à situação política, culpa desocupados como o seu filho, e outros a quem reconhece pouca ambição, pelo atraso que se faz sentir na agricultura e na sociedade aldeã.
Início do espectáculo com público entusiasmado.
Sucede-se, então, uma série de confrontos de ideias envolvendo uma moleira, amiga de longa data da família, D. Carminho; o proprietário das terras que Agostinho gere como caseiro, o Sr. Baptista; e, finalmente, com um insólito par de risíveis maltrapilhos, Tides e Martim. Neste périplo reflecte-se a Palmeira da época, de uns pontos de vista e de outros, bem como um esboço da realidade nacional que a enquadra".
A peça é um inédito da Nova Comédia Bracarense, escrita por Miguel Marado, encenada por José Barros e com direcção artística de Carlos Barbosa.
A exibição desta peça no auditório do Centro Cívico de Palmeira, no dia 5 de Maio de 2012, foi um grande sucesso, nivelado pela grande adesão de público que esgotou a sua lotação.

Momento da peça
Lanche/convívio no final do evento
O presidente da Katavus, Manuel Duarte, agradece a
colaboração da
Nova Comédia Bracarense neste projecto



Momento humorístico da peça


Auditório do CC de Palmeira repleto


Pormenor da receção

Homenagem póstuma a Miguel Portas

A katavus vem por este meio prestar homenagem póstuma a um grande defensor de causas da humanidade. Miguel Portas é um exemplo a seguir do modo de estar na vida pública. Que a sua luta por um planeta melhor inspire todos nós!

Projecto Limpar Portugal/ Limpeza do Ribeiro de Pinheirinho no dia 24 de Março de 2012

Cartaz da iniciativa
No dia 24 de Março, A Katavus em Parceria com a Quercus - Braga, a Associação Guias de Portugal e a Nornatural/Natur-house procederam à limpeza da Ribeira de Pinheirinho situada na território limítrofe das freguesias de Palmeira e Adaúfe. Esta iniciativa fez parte do programa oficial do Projeto Limpar Portugal no Concelho de Braga e visou sensibilizar os cidadãos para o cuidado a ter com um recurso natural tão valioso como é a água. A ribeira de Pinheirinho nasce junto às Pedreiras de Montariol em terrenos privados, percorrendo mais de seis quilómetros até chegar ao Cávado.
Mapa com indicação do Ribeiro
de Pinheirinho
A atividade de limpeza esteve aberta a todos os interessados. O encontro ficou marcado para o largo da Escola EB 2,3 de Palmeira às 14:00. Depois de algumas orientações, os cerca de 50 participantes foram divididos em três grupos de trabalho: Grupo da Nascente, Grupo intercalar e Grupo da Foz. Estes grupos heterogéneos muniram-se de calçado e vestuário adequado, bem como de utensílios uteis para o corte de vegetação obstrutiva. Ao longo do curso de água,  puderam recolher toneladas de lixo, que foi colocado nas bermas da estrada para posteriormente ser colhido pelos funcionários da AGERE. Ao mesmo tempo, alguns elementos sinalizaram focos de poluição através do GPS que, após registo, seriam entregues à AGERE e à GNR.
No final da actividade, foi oferecido um lanche/convívio na zona verde de Adaúfe junto ao ribeiro, patrocinado pela Nornatural/Natur-house.
Limpeza no Lugar do Ribeiro - Palmeira

Dirigentes da Katavus com outros voluntários
Acção de limpeza no Lugar da Fonte-Palmeira


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Carregamento dos sacos de lixo


Conjunto dos participantes no local de encontro




Convívio final na zona verde de Adaúfe

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Primeira sessão das jornadas comemorativas do Centenário da Monografia de Agostinho Correia Pereira no dia 2 de Março de 2012

Panorâmica geral da mesa
 A abertura oficial fez-se com o Secretário da Junta de Freguesia de Palmeira, José António Peixoto e com o Presidente da Direção da Katavus. Pelas 22h00 iniciaram-se as intervenções da noite com as seguintes abordagens: João Gomes (professor e investigador) falou sobre “Agostinho Correia Pereira e o seu tempo” (autor da monografia centenária). Francisco José Teixeira (engenheiro da Cavagri e proprietário da Quinta da Verdasca), abordou "O sector agrícola em Palmeira: 1910-2010". Ana Maria Barata (engenheira do Banco Português de Germoplasma Vegetal), falou sobre “Cem anos de biodiversidade agrícola”. José Pinto (presidente da direção da “Rusga de S. Vicente), "Um quinhão de memórias do palmeirense Manuel Silva - o Azevedo". Miguel Bandeira (professor catedrático da UM), explanou algumas ideias sobre "Palmeira - um referente tropical em veiga minhota: o campo e a cidade entre Braga e o Cávado".
A moderação desta sessão esteve a cargo da tesoureira da associação Dra. Etelvina Sá. No final, teve lugar um pequeno lanche para todos os participantes.

Comunicação do DR. José Pinto

Intervenção do Eng. Francisco Teixeira

A moderação do debate esteve ao
cargo da Dra. Etelvina Sá ( quarta da esq. para a dir.)

Apresentação das Jornadas Comemorativas do Centenário da "Monografia da Freguezia Rural de Palmeira" da autoria de Agostinho Correia Pereira

Cartaz
A realização destas jornadas comemorativas da obra histórica de Agostinho Correia Pereira eram parte integrante e fundamental do plano de actividades do corrente ano.
Esta monografia publicado em 1912 pelo antigo Ministério do Fomento é da autoria do agrónomo, natural de Vila Real, Agostinho Correia Pereira. O autor embora incida a sua análise sobre as práticas e estruturas agrícolas de inícios do século XX, estende a sua abordagem a outras temáticas como a Sociologia, a Antropologia, a História e a Economia que caracterizavam a Freguesia de Palmeira no Concelho de Braga.
Embora possamos entender este estudo com o enfoque sobre a freguesia, entendemos que esta obra é antes mesmo um retrato de uma região mais vasta correspondente ao Minho rural do Inicio do século passado. Por isso, se torna uma obra fundamental para o estudo e conhecimento da mundividência desta região num passado já longínquo.

Aqui se relembra a divulgação das jornadas na comunicação social.

Texto de apresentação das Jornadas Comemorativas do Centenário da "Monografia da Freguezia Rural de Palmeira" da autoria de Agostinho Correia Pereira:

Serão realizadas quatro sessões no Centro Cívico de Palmeira: duas com dez comunicações de autores; uma de teatro e outra de música.

A 1ª sessão tem início na próxima sexta feira, dia 2 de Março, às 21h30. A abertura oficial far-se-á com o Senhor Presidente da Câmara Municipal, com o Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Palmeira e com o Presidente da Direção da Katavus. Pelas 22h00 seguir-se-ão as intervenções da noite com as seguintes abordagens: João Gomes (professor e investigador) falará sobre “Agostinho Correia Pereira e o seu tempo” (autor da monografia centenária); Francisco José Teixeira (engenheiro da Cavagri e proprietário da Quinta da Verdasca), "O sector agrícola em Palmeira: 1910-2010"; Ana Maria Barata (engenheira do Banco Português de Germoplasma Vegetal), “Cem anos de biodiversidade agrícola”; Miguel Bandeira (professor catedrático da UM), "Palmeira - um referente tropical em veiga minhota: o campo e a cidade entre Braga e o Cávado"; José Pinto (presidente da direção da “Rusga de S. Vicente), "Um quinhão de memórias do palmeirense Manuel Silva - o Azevedo".

A 2ª sessão ocorrerá em 5 de Maio (sábado) com a representação de um texto inédito de Miguel Marado: “Palmeira 1909” (ano em que Agostinho Correia Pereira concluiu o trabalho de campo e escreveu a monografia), pela companhia de teatro local “Nova Comédia Bracarense”.

A 3ª sessão será a 11 de Maio com os seguintes autores e abordagens: Alberto Nídio Silva (doutorado UM), “Memórias do tempo lúdico”; Manuel Carlos Silva (professor catedrático da UM), “Entre velhos e novos modos de vida numa aldeia minhota: a luta pela segurança”; Henrique Barreto Nunes (ex-diretor da Biblioteca Pública de Braga), “As bibliotecas populares na 1ª República”; Fernando Cardoso (arquiteto), “Arquitetura popular: as quintas minhotas”; Manuel Magalhães dos Santos (padre jubilado natural de Palmeira), “Memórias de Palmeira”.

A 4ª sessão será musical com o “Ensemble de Guitarras” do professor Mário Adélio.

No fim de cada sessão será servido um verde de honra para convidados, autores, artistas e público que queira conviver.

Estas comemorações têm o apoio de Junta de Freguesia de Palmeira, Câmara Municipal de Braga, Nova Comédia Bracarense, “Ensemble de guitarras” do professor Mário Adélio, Cavagri - Cooperativa Agrícola do Alto Cávado, CRL - Adega de Braga, Pastelaria “Doçuras em Castelo eventos”, Padaria e Pastelaria “Panimera” e Pastelaria “Doce Ponte”.

I Encontro de Reis e Cantares das Janeiras de Adaúfe no dia 29 de Janeiro de 2012


Pormenor geral da assistência no salão recreativo de Adaúfe
A Katavus lançou o repto e a Junta de Freguesia de Adaúfe aceitou. Assim, em parceria com a Junta local, realizou-se  o I Encontro de Reis e Cantares das Janeiras de Adaúfe no dia 29 de Janeiro pelas 15.30 Horas. Pelo auditório do antigo edifício da Junta de Freguesia passaram os Grupos: Caminhos da Romaria, Rancho de Santa Maria de Adaúfe e “ Os Geraldinos da TUB”.
O auditório foi palco de uma iniciativa inédita que animou a população da Freguesia e de algumas freguesias vizinhas.
Os cantares dos Reis e Janeiras terminaram com lanche convívio para todos os elementos dos três grupos, no novo Edifício da Junta de Freguesia. De realçar o facto de a população ter aderido a esta iniciativa, o que ficou comprovado que o auditório foi pequeno para acolher todos quantos quiseram assistir a estes cantares das “reisadas”. A população não dispersou enquanto não se ouviram os derradeiros acordos. Esta iniciativa foi um sucesso. O executivo adaufense irá manter este evento para os anos seguintes. 
Pormenor do público com o emblema da Katavus
 em pano de fundo




Receção à Bicavalaria do Minho no dia 22 de Janeiro de 2012

A Associação promoveu uma recepção à Bicavalaria do Minho. Este acto inédito, decorrido no dia 22 de Janeiro de 2012, teve como objectivo principal a divulgação da associação, ao mesmo tempo que constituiu um momento de promoção da Vila de Prado e de homenagem às suas gentes e tradições. A cerimónia foi amplamente difundida e registaram-se elogios por parte das instituições parceiras na sua organização, ao ponto de existir vontade por parte dos envolvidos em continuar com manifestações similares no próximo ano.
Recordamos agora aqui nesta plataforma a sua realização. Foi montado um palco por parte da Junta de freguesia local para o evento. Os sócios da Bicavalaria e respectivos veículo estacionaram no Campo da Feira, no espaço reservado. No início da cerimónia foi lida uma mensagem de boas vindas pelo senhor Presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Dr. Paulo Gomes. Seguidamente, procedeu-se ao sorteio de uma mulinha (veículo) de entre todos os veículos credenciados. O feliz contemplado foi atado a um sobreiro.
Após a entrega de prémio, Diamantino Esperança, actor da Companhia de Teatro Amador de Braga Nova Comédia Bracarense, procedeu à declamação do poema “O ELOGIO DOS BURROS NA FEIRA DOS VINTE”, de Asnus Laureado que aqui se reproduz:

O ELOGIO DOS BURROS NA FEIRA DOS VINTE (*)


Estacionamento dos veículos no Campo da Feira em Prado
Ó vós cavaleiros do novo milénio,
Que nesta terra buscais primeiro
A aventura e o honroso sortilégio
De serdes atados a um sobreiro!

Aqui chegastes em ruidoso tropel,
Pela justa cobiça acicatados,
Mal sabendo que o desejado laurel
A um só burro será outorgado.

Ocupai pois com raça e bravura
Veículo Citroen 2CV sorteado 
O lugar que vos foi destinado,
Pois não faltam aqui cavalgaduras
Pelas quais podeis ser trocados!

É esta a famosa Feira dos Vinte,
Da mui antiga e leal vila de Prado,
Onde se mostra com requinte
A beleza dos burros de Portugal!

Neste Largo de São Sebastião,
Ponto de encontro de tantos festeiros,
Pena é (e digo-o do coração),
O atar da "mulinha"
Que haja mais burros que sobreiros!

Vou pedir à Junta de Freguesia
Uma plantação de sobreiros à justiça,
Pois não faltam burros de categoria
Sem coçar a franja na cortiça!

Um sobreiro para cada burro!,
Será o lema do novo Portugal,
E dispensaríamos (se andássemos de burro)
A ajuda da troika internacional!


Foto de família
Portugal, em souto transformado,
Do nosso Minho até ao Algarve,
Em cada tronco solenemente atado
De cada sítio o maior alarve!

Temos burros a merecer distinção,
Temos uns em fins de mandato,
(seria condenável a exclusão),
e outros com as seiras cheias de pataco!

Os burros são muito inteligentes,
E até nisso honram a sua espécie,
Uns abanam as moscas das orelhas,
outros escoiceiam os criados com os pés!

Alguns andam curvados pelos caminhos,
Por levarem no lombo tanto dinheiro,
Se foi roubado não sou eu que o digo,
Que a defender os burros sou o primeiro!

Se o dinheiro desapareceu dos bancos,
Não foi o Costa nem o Loureiro,
Que são burros de toda a confiança,
Assim como do Privado o Rendeiro.

Não foram os burros do Terreiro do Paço,
Que levaram o país à bancarrota,
Pois fartaram-se de enfardar a palha,
Que veio aos montes da Europa!

E para que o país fosse evoluído,
Muitos burros foram por canudos
Às universidades clandestinas,
Onde se fizeram licenciados e tudo!

E há burros com pensões vitalícias,
(são uns milhares de euros por mês),
por servirem o estado uns mesitos,
coisa só possível no burro português!

E até houve um caso especial,
Merecedor de grande simpatia,
Porque um tacho deixou em Portugal,
Para em França estudar Filosofia!

Devemos tudo a estes burros excelentes,
Oxalá a raça nunca perca o garbo,
Das empresas públicas são presidentes,
E pelos amigos distribuem os cargos!

E nem os burros que são magistrados,
Podem ser acusados do falhanço,
Porque alguns passaram num exame
À custa de esforçado copianço!

São os burros o nosso valimento,
E eles até nos livrariam da pelintrice,
(ficaríamos ricos em pouco tempo),
se vendêssemos à Europa tanta burrice!

E até o povo alargava as vistas,
E pagava de bom grado a contribuição,
Se ouvisse bem as entrevistas,
Que os burros dão na televisão!

Neste Portugal de burros querido,
Temos a melhor escola do mundo,
Onde os jotinhas dos partidos
Se fazem políticos num segundo!

Ó vós cavaleiros andantes,
Montados em cavalos de lata,
Esta terra ireis passar adiante,
Sem albarda nem arreata.

Enobrecei a vossa condição,
Mantende os burros no poder,
Que nesta vida a única salvação
É ser burro até morrer!

Vós que desta Feira saís,
Cumulados de justa honraria,
Zurrai ao mundo a vossa alegria
E fazei de Portugal uma estrebaria!

ASNUS LAUREADO
(*) Poema inédito, elaborado para este evento

Posteriormente à leitura do poema, a Katavus, juntamente com a Bicavalaria do Minho e a Junta de Freguesia local, atribuíram lembranças a todos os participantes, sendo o actor também, especialmente, agraciado com uma planta. A cerimónia terminou com um pequeno lanche,  uma foto de família e, como forma de despedida, uma sonora e altissonante relinchadela, em uníssono, por todas as mulinhas equipadas. Este evento teve o apoio da Junta de Freguesia de Prado, da Tipoprado Artes Gráficas Lda, da Farmácia Universal, da Farmácia de Prado Lda, da Viveiros do Cávado Lda, da Casa Fundevila, do Dr. Jorge Pedrosa (professor e escritor)  do Sr. Nuno Lago (Marchante de Prado) e de Serra Nevada (historiador, escritor).

A importância simbólica deste acto radica na seguinte tradição:

Feira Franca da vila de Prado
“Feira dos Vinte­­”
“Feira dos Burros e das Trocas”
“Já marquei um lugar para ti”

Por Jorge Oliveira,
DM, 20.Janeiro.2004


A troca dos animais
É uma das manifestações mais antigas e com tradição fortemente enraizada na vila de Prado. O momento mais alto da festa acontece esta manhã, com a feira franca, conhecida por “Feira dos Vinte”, onde se vendem e trocam animais, sobretudo gado cavalar e bovino. (…)

O dia de S. Sebastião em Prado começou a ser festejado com alguns dias de antecedência, tendo levado durante o fim de semana muita gente ao centro da vila.

Durante o dia de hoje é esperada também uma grande afluência de pessoas provenientes de vários concelhos minhotos (…).

A iniciativa mais conhecida é a “feira dos vinte”, também conhecida por “feira dos burros e das trocas”, que começa bem cedo em frente ao largo de S. Sebastião.

Rezam as crónicas que era nesta feira, já muito antiga (há quem a situe no início do século XIV), que antigamente se estabelecia o preço do gado para toda a região, atendendo ao facto de ser a primeira do calendário anual de feiras do género a nível nacional.

Isso hoje já não acontece, e as trocas de animais também já quase não existem, mas a Feira dos Vinte continua ainda bastante participada, graças às dezenas de criadores de gado, provenientes de vários pontos do país, que se deslocam a Prado para fazer negócio.

Pelo centro da vila instalam-se também neste dia muitos vendedores de maquinaria agrícola e produtos pecuários, vestuário, calçado, brinquedos e produtos alimentares (doces, pão, fruta e legumes), bem como “roulottes” de comes e bebes, carrocéis e carrinhos de choque.

TRADIÇÃO DAS PROVAS MANTÉM-SE

Aliada a esta festa, existe a tradição de confeccionar “papas de sarrabulho”, em tascas e casas particulares, e a “noite das provas”, um ritual que se realiza na véspera do dia 20.

«Antigamente a “noite das provas” era mais concorrida, porque havia muitas tascas e casas de pasto em Prado. Agora, como há menos, o movimento é menor, mas mesmo assim pradense que se preze não deixa de ir beber um bom vinho e comer umas saborosas papas na véspera da festa» (…).

Além das papas de sarrabulho, outras iguarias como frango, bacalhau e rojões podem ser encontradas nas casas de pasto ou nas várias tasquinhas instaladas pelo centro da vila.

A noite de véspera da feira servia também para acolher os criadores de gado que vinham de longe. Muitos deles, sobretudo os mais endinheirados, pernoitavam numa estalagem que existia na vila, à saída da ponte românica, e deixavam os animais no estábulo da casa. Outros havia que passavam a noite em claro ou dormiam na casa de amigos e marcavam o lugar deixando os animais presos por uma corda aos muitos sobreiros que enchiam o largo de São Sebastião. Daí terá surgido a graça, ainda hoje muito pronunciada na região, “já marquei um lugar para ti”.

Os tempos agora são outros e já ninguém deixa os animais presos de noite no largo da feira, mas há quem continue a cumprir a tradição de prender os burros aos sobreiros.

Com o intuito de melhorar o aspecto da feira e evitar confusões no recinto, a Junta de Freguesia decidiu proibir a permanência de veículos de carga no recinto. Os transportadores de gado são agora obrigados a retirar os veículos logo que procedam à descarga do gado. (…)

Apesar deste condicionalismo, a Feira dos Vinte continua muito participada e a gerar muitos negócios mas terá perdido alguma importância nos últimos anos. É que as limitações ao movimento de gado impostas pelas autoridades sanitárias para se evitar a propagação de doenças terão afastado alguns dos principais criadores de gado.

Concluía o jornalista com uma certeza do presidente da junta da época de que a feira daquele dia (20.01.2004) iria ter um grande movimento até porque era esperado um dia com sol. Acrescentamos nós, em 2012, que as limitações ao movimento de gado daquela época já não são tantas hoje, felizmente.